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Storytelling para vendas

Fantástica Fábrica Criativa

Posicionamento de marca: seja a escolha óbvia

28 out. 2024 6 min de leitura Storytelling para vendas

Você não é esquecido por falta de talento. É esquecido porque o cérebro do seu cliente joga quase tudo no lixo — e o posicionamento de marca é o que decide o que fica guardado e o que some. Neste artigo você vai entender por que ser bom não basta e como se tornar a escolha óbvia, sem competir por preço.

A gente não se lembra de tudo. A gente se lembra daquilo que quebra um padrão, daquilo que é único.


Seu cliente não tem falta de memória — tem excesso de opção

Comece por uma pergunta simples: você consegue lembrar de todas as informações que recebeu hoje? E-mails do trabalho, mensagens da família, propaganda, conteúdo de rede social. Provavelmente não. E a explicação mais comum — “minha memória é ruim” — está errada.

Cientistas mediram a capacidade de armazenamento do cérebro humano e chegaram a uma média de 2,5 petabytes. Segundo o vídeo que deu origem a este artigo, isso equivale a mais ou menos 160 milhões de iPhones de memória dentro da sua cabeça.

Ou seja: não falta espaço. O que existe é seletividade. O cérebro absorve tudo, guarda o que considera interessante e descarta o resto — sem pedir licença.

E aqui mora o problema. Se o seu cérebro faz isso, o do seu cliente também faz. A proposta que você mandou, o post que você publicou, o pitch que você apresentou: se o cérebro da sua audiência não achou relevante, foi para o lixo. Junto com contratos que você poderia ter fechado.


O que o posicionamento de marca resolve (e o preço não)?

Pega três produtos: hambúrguer, cereal e cerveja. No fundo, hambúrguer é pão com carne moída. Cereal é floco de milho com açúcar. Cerveja é malte, água e lúpulo. Sem embalagem, no meio do mercado, esses produtos são praticamente iguais.

Mesmo assim, algumas marcas se destacam — porque conseguem passar mensagens que se conectam com ideias do público e tornam o produto único.

Nem sempre a gente compra um produto. Muitas vezes a gente compra uma ideia.

É exatamente essa a função do posicionamento de marca: fazer com que, no momento em que o cliente precisa decidir, ele se lembre especificamente de você — e não de um dos outros dez, cem ou mil profissionais que oferecem serviço parecido.

Quando você não tem isso, sobra um caminho só: baixar o preço. Sem diferenciação percebida, a única variável que resta na mesa é o quanto você cobra. E essa é uma disputa que ninguém ganha.


O primeiro passo: a causa que você defende

Antes de pensar em canais, roteiro ou design, existe uma pergunta que sustenta todo o resto: qual é a causa que você defende?

Essa causa costuma estar ligada ao seu propósito — a razão pela qual você entrou na profissão ou abriu a empresa. Mas cuidado com o genérico. Uma empresa de treinamento que diz “sou apaixonado pela arte de ensinar e desenvolver pessoas” está usando uma frase que cabe em qualquer site de qualquer concorrente. Isso não diferencia ninguém.

Compare com uma causa de verdade, tirada do próprio vídeo:

Criei a empresa porque sou inconformado com o sistema educacional tradicional: ele ensina você a ser um bom técnico, mas não ensina a vender, a promover uma ideia, a se diferenciar. E aí profissionais que comunicam melhor acabam ocupando o espaço que deveria ser seu.

Sente a diferença? A segunda versão tem história, tem inimigo, tem um lado. Ela não é abstrata nem falsa — e é justamente isso que gera conexão, aumenta a confiança e permite cobrar mais. Não porque você é mais barato, mas porque a pessoa confia na sua visão de mundo.

Genérico x posicionado: onde está a diferença

Comunicação genérica (esquecível)Posicionamento de marca (memorável)
“Sou apaixonado pelo que faço”Uma causa específica, com história e inimigo claro
Fala das características do serviçoFala da ideia que o cliente compra
Igual a todo concorrente do setorQuebra o padrão e é reconhecível na hora
Concorre pelo menor preçoÉ escolhido pela confiança na proposta
Some no meio do ruídoFica guardado na memória do cliente

Descubra o seu “perfume”

No vídeo, André conta que é fã da Disney e que, ao entrar nas lojas do parque, sente sempre um cheiro específico — algo que ele e a esposa chamam de “perfume da Disney”, uma mistura de bala, algodão-doce e cookie. É único, especial, impossível de confundir.

A ideia não é criar um cheiro literal. É criar uma forma única de comunicar a sua ideia. Seu conteúdo, seu método, sua ferramenta são universais — como o hambúrguer é só pão com carne. Mas dentro deles existe um perfume próprio: a causa que você defende, a sua linguagem, o seu jeito de contar a história de por que você existe.

Esse é o coração do posicionamento: não mudar o que você entrega, e sim mudar a forma como você faz o cliente lembrar de você.


Próximo passo

Definir a causa é o começo. O passo seguinte é transformá-la em história que vende — e isso você aprofunda no guia sobre storytelling para vendas, a base de toda narrativa de marca.

Para dar músculo a essa causa, vale também entender o papel da causa e do inimigo na sua comunicação — o que faz uma história escolher um lado e gerar conexão de verdade.

Ainda não sabe onde sua comunicação trava? Faça o Raio-X da sua comunicação em 2 minutos e descubra seu próximo passo.


Esse conteúdo faz parte da série sobre storytelling para vendas.


Veja o vídeo completo

Este artigo foi baseado em uma aula sobre diferenciação e posicionamento. Assista ao vídeo original:

Como ser a escolha ÓBVIA do seu cliente (sem precisar negociar preço) | Lições de Posicionamento

Perguntas frequentes

O que é posicionamento de marca?

É fazer com que, no momento em que o cliente precisa decidir, ele se lembre especificamente de você — e não de um dos outros dez, cem ou mil profissionais que oferecem serviço parecido. O ponto de partida é entender como a memória funciona: cientistas estimam a capacidade do cérebro em cerca de 2,5 petabytes, então o problema nunca é falta de espaço — é seletividade. O cérebro guarda o que quebra um padrão e descarta o que é igual ao resto, sem pedir licença. Posicionamento de marca é o trabalho de dar à sua comunicação essa distinção: uma causa que você defende, uma linguagem própria, um jeito único de contar por que você existe. No fundo, os produtos se parecem — hambúrguer é pão com carne, cerveja é malte e água. O que se compra, muitas vezes, é a ideia. Posicionar-se é ser dono de uma ideia na cabeça do cliente.

Como ser a escolha óbvia sem baixar o preço?

Entendendo o que acontece quando não há diferenciação: se o cliente percebe você como igual aos concorrentes, a única variável que sobra na mesa é o preço — e essa é uma disputa que ninguém ganha. O caminho contrário começa com uma pergunta: qual é a causa que você defende? Não vale o genérico "sou apaixonado pelo que faço", que cabe no site de qualquer concorrente. Vale uma causa com história e com inimigo claro — por exemplo, o inconformismo com um sistema educacional que forma bons técnicos mas não ensina ninguém a vender e a se diferenciar. Quando a sua comunicação carrega uma visão de mundo assim, o cliente não compara você por preço: ele escolhe porque confia na sua proposta. É isso que permite cobrar mais — não por ser mais caro ou mais barato, mas por ser insubstituível na cabeça de quem contrata.

Por que algumas marcas são lembradas e outras não?

Porque a memória é seletiva, não pequena. Todo dia o cérebro do seu cliente recebe milhares de mensagens — e-mails, propaganda, conteúdo — e guarda só o que considera relevante ou único; o resto vai pro lixo junto com contratos que poderiam ter sido fechados. As marcas lembradas são as que criam o que se pode chamar de "perfume próprio": assim como as lojas da Disney têm um cheiro inconfundível de bala e algodão-doce, uma marca memorável tem uma forma inconfundível de comunicar — a causa que defende, a linguagem que usa, a história que conta sobre por que existe. Repare que não se trata de mudar o produto: o conteúdo, o método e a ferramenta continuam universais, como o hambúrguer continua sendo pão com carne. O que muda é a embalagem de ideias em volta — e é ela que decide se o cérebro do cliente guarda você ou descarta.

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Ana Flávia, CEO & Estrategista de Marketing Digital & Storytelling

Ana Flávia · Fantástica Fábrica Criativa

CEO & Estrategista de Marketing Digital & Storytelling

Ana Flávia é CEO e estrategista de comunicação e storytelling da Fantástica Fábrica Criativa. Lidera a estratégia de conteúdo, copy e comunicação digital para negócios — unindo storytelling e marketing para transformar especialistas em referências no digital.

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