Onde colocar o preço na apresentação comercial
Início, meio ou fim? A pergunta sobre onde colocar o preço na apresentação comercial não tem uma resposta única — e é aí que a maioria erra. Colocar o slide de preço no lugar errado quebra a confiança e faz a pessoa sentir que você está empurrando algo. O momento certo não depende de uma regra fixa; depende de onde o outro lado está no funil de consciência. Neste artigo você vai entender como ler isso e apresentar o preço na hora de menor resistência.
Se a pessoa nem sabe que tem um problema e nem conhece a sua solução, adianta você falar de preço? Claro que não.
O funil de consciência decide onde colocar o preço na apresentação
Nem todo mundo chega na sua apresentação com o mesmo nível de informação sobre o problema e a solução. Isso é o funil de consciência. Existem cinco níveis, mas dá pra resumir em três — e cada um pede o preço num momento diferente.
1. Não sabe do problema nem da solução (a maioria)
É o grupo mais comum. A pessoa nem percebeu que tem um problema. Pensa numa empresa que produz cadeiras e demora pra entregar: ela sente a demora, mas não sabe que poderia terceirizar a logística em vez de comprar caminhão. Falar de preço aqui não faz sentido — primeiro você cria consciência do problema, depois apresenta a solução, e o preço vai lá pro final. Às vezes nem na primeira reunião.
2. Sabe do problema, mas não conhece a solução
Aqui você não precisa convencer que existe um problema — a pessoa já sente. Mas ela ainda não se encantou pela sua solução. Preço, de novo, no final: ela precisa entender e desejar a solução antes de ouvir o valor.
3. Sabe do problema e conhece a solução (a minoria)
São poucos, e já estão prontos. Essa pessoa te procura dizendo “tenho esse problema, me manda uma proposta”. Ela tem pouco tempo a perder e quer resolver logo. Aqui o preço vai no começo — você vai direto à proposta, sem enrolar com a história da sua empresa.
Preço na hora errada gera uma quebra
Quando você faz a oferta no momento errado, cria uma barreira. A pessoa sente que estão “tentando empurrar um produto” e levanta a guarda. É uma quebra de confiança difícil de recuperar dentro da mesma reunião.
Quando você sabe o nível de consciência, consegue tocar em informações sensíveis — preço, prazo, investimento — no momento em que a resistência é menor. E mais: consegue montar a apresentação personalizada para aquele nível, em vez de usar o mesmo script pra todo mundo.
| Nível de quem decide | Onde vai o preço |
|---|---|
| Não sabe do problema nem da solução | No fim (depois de criar o problema e a solução) |
| Sabe do problema, não conhece a solução | No fim (depois de encantar pela solução) |
| Sabe do problema e da solução | No começo (vai direto à proposta) |
Próximo passo
Ler o nível de consciência é metade do jogo. A outra metade é a estrutura inteira da conversa — e ela muda quando você apresenta para quem decide lá dentro da empresa. Veja apresentação para aprovar projeto na diretoria e, pra juntar tudo, volte ao guia apresentação de vendas.
Esse conteúdo faz parte da série sobre apresentação de vendas.
Veja o vídeo completo
Este artigo foi baseado numa aula do André, da FFC, sobre apresentação comercial. Assista ao vídeo original:

Início, Meio Ou Fim? Onde colocar o slide de Preço em uma Apresentação Comercial?
Perguntas frequentes
Onde colocar o slide de preço: início, meio ou fim?
Não há lugar fixo: depende do nível de consciência do cliente. Quem não sabe do problema recebe o preço no fim; quem já sabe do problema e da solução recebe no começo.
Por que falar de preço cedo demais atrapalha?
Gera uma quebra de confiança — parece que você está empurrando algo — e cria uma barreira antes de a pessoa desejar a solução.
O que é o funil de consciência?
É o nível de informação que a pessoa tem sobre o problema e a solução. Saber onde ela está define o momento certo de falar de preço.
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Ana Flávia · Fantástica Fábrica Criativa
CEO & Estrategista de Marketing Digital & Storytelling
Ana Flávia é CEO e estrategista de comunicação e storytelling da Fantástica Fábrica Criativa. Lidera a estratégia de conteúdo, copy e comunicação digital para negócios — unindo storytelling e marketing para transformar especialistas em referências no digital.
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