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Como se diferenciar na internet

Fantástica Fábrica Criativa

Cliente satisfeito: 7 ferramentas para gerar resultado

Atualizado em 15 min de leitura Como se diferenciar na internet Publicado originalmente em

A consultoria foi impecável. A pessoa entendeu tudo na hora, saiu animada, agradeceu. Duas semanas depois, ela não lembra metade do processo — e o resultado que você prometeu não apareceu. É por isso que um cliente satisfeito não é o que gostou da sua explicação: é o que conseguiu replicar o seu processo sozinho e ver resultado. Isso quase nunca se resolve ensinando melhor. Resolve-se entregando a ferramenta certa para o problema certo. Aqui estão as 7 ferramentas que cabem dentro de um processo consultivo, o que cada uma resolve, e o passo que vem antes de escolher qualquer uma delas.

Eu vou lá, dou uma consultoria, ensino o seu colaborador como fazer, eu dou a ferramenta, e depois o colaborador consegue replicar o processo da consultoria, ele consegue ter resultado. É isso que você quer proporcionar pro seu cliente.


Por que o cliente esquece o que você ensinou

Quando a gente contratou uma nova colaboradora aqui na FF Criativa, ela precisava entender como a gente se comunica com o mercado: que estrutura um e-mail de venda nosso precisa ter. A gente treinou ela. O treinamento foi feito.

E aí veio a pergunta que ninguém faz na hora de fechar contrato: no dia a dia, quem relembra o processo?

Se eu não tivesse nada que mostrasse a estrutura que eu quero, toda vez eu ia ter que ficar com a Regina, sentar de novo, relembrar ela. A curva de aprendizado fica longa demais — e enquanto ela é longa, não tem resultado, tem dependência.

Isso não é falta de vontade nem de inteligência. É como o cérebro funciona: ele tem uma capacidade limitada de armazenamento. Quando a informação não está dentro de uma estrutura de história, de narrativa, ela é simplesmente dado solto — e dado solto a gente esquece.

A consequência prática é dura: o treinamento dá o direcionamento. Só isso. O que sustenta o processo depois que você sai da sala é a ferramenta que fica na mão da pessoa.


Antes de escolher a ferramenta, nomeie o problema

Aqui vem a parte que quase todo mundo pula — e é a que decide se o resto vai funcionar.

Imagina o seu negócio como uma casa. Antes de reformar, você dá uma olhada: onde a pintura está descascada, se tem problema no encanamento, se tem móvel para trocar. Você olha tudo antes de consertar. O que você não faz é pegar a caixa de ferramentas e simplesmente jogar dentro da casa esperando que tudo funcione.

Eu tinha um questionário no site perguntando por que a pessoa queria aprender aquilo. As respostas eram sempre parecidas: “quero usar no meu trabalho”, “quero usar em sala de aula”. Visão magra demais — não diz que problema você vai atacar.

E o que acontece quando você aplica ferramenta sem diagnóstico? Você só embeleza o processo. Fica ali diferente, com coisas bonitinhas — ponto, ranking, troféu —, e o resultado continua o mesmo. Aí o chefe não acredita no projeto e o cliente não compra a sua ideia, porque você entregou a mesma coisa por um caminho mais enfeitado.

O caminho tem três passos:

  1. Liste todos os problemas. Sou personal trainer: meus alunos têm frequência baixa, não vêm nos dias certos; ou eu não consigo manter eles comigo, ficam dois, três meses e somem. Sou uma empresa: a porcentagem de gente que clica no e-mail marketing é baixíssima, os cupons que eu mando ninguém usa. Escreva tudo.
  2. Agrupe os problemas que conversam entre si. Muita gente cria um projeto para resolver tudo de uma vez, e isso deixa tudo complexo demais. É mais fácil dividir para conquistar. Será que a frequência baixa conversa com o fato de as pessoas não continuarem por muito tempo? Provavelmente sim — e aí você pesquisa, conversa com os seus alunos e descobre a razão: talvez elas não fiquem porque demora para ter resultado. Quando a gente fala de aparência física, demora mesmo.
  3. Ataque cada grupo com a ferramenta certa. No caso do personal, se o resultado grande demora, você precisa mostrar o resultado micro: não só aparência física, mas performance. Melhora de tempo, aumento de carga, num painel simples para a pessoa.

Um exemplo de como esse agrupamento salva um projeto: eu dava um curso numa grande rede bancária e eles queriam um sistema para aumentar a motivação das pessoas. Me falaram: “o problema aqui é falta de motivação”. Falei: tá, mas isso é muito macro. Vamos quebrar e entender de onde veio.

Vinham duas coisas diferentes. O chefe não reconhecia o trabalho deles — e as outras áreas também não, nem sabiam o que aquele time fazia. As áreas não se conversavam.

Por mais que a palavra seja a mesma nos dois casos, reconhecimento, um trabalho de reconhecimento entre áreas não é o mesmo trabalho de reconhecimento do chefe para o time. Viraram dois projetos separados. É aí que o seu dia a dia simplifica.

Sem diagnósticoCom diagnóstico
“Quero usar isso no meu trabalho”“Meus alunos somem no terceiro mês”
Um projeto para resolver tudo de uma vezProblemas agrupados por afinidade
Ponto, ranking e troféu por padrãoA ferramenta escolhida pelo problema
Processo embelezado, resultado igualProcesso mudado, resultado diferente

As 7 ferramentas que fazem o cliente replicar o seu processo

Com o problema nomeado, a escolha fica óbvia. Cada uma destas resolve um tipo específico de dificuldade.

1. Modelo preenchível

Ótimo para planejamento e construção de ideias. É um documento com diversos blocos, e cada bloco pede informações específicas: a pessoa vai preenchendo e o próprio modelo entrega a estrutura para ela criar alguma coisa.

Eu uso isso no meu treinamento de comunicação e de construção de narrativa, para a pessoa criar um e-mail, um vídeo, uma aula. Ele tem dois tipos de campo: uns que dão maior ciência do cenário que ela está vivendo, e outros que são a estrutura em si. Todo o lado azul do meu modelo é a estrutura que a pessoa usa para se comunicar — depois ela simplesmente traduz aquilo dentro do e-mail.

Foi esse modelo que a gente colocou na mão da nova colaboradora. Com ele, ela sabia quais informações precisava ter e onde encaixar cada uma. Sem depender de mim.

2. Checklist

Muito bom para atividades lineares: passo um, passo dois, passo três. Tipo uma receita de bolo. E principalmente para coisas em que a gente precisa garantir qualidade.

Quando a gente contratou uma consultoria para criar o nosso branding, eles entregaram na nossa mão um checklist de branding. A gente tinha uma designer que fazia toda a parte visual do site e os conteúdos de rede social, e precisava garantir que tudo saísse de acordo com o branding novo. O checklist cobria cores planejadas, imagens, visual, estilo de foto.

O ganho não foi só a qualidade: foi a autonomia. Ela não precisava ficar provando o tempo todo. Criava a imagem, ia para o checklist, corrigia de forma quase automática. Serve tanto para garantir que a pessoa executou todos os passos quanto para avaliar se ela fez de acordo com as predefinições do projeto.

3. Cartão de referência rápida

Funciona para processos com muitos detalhes ou muitas etapas que precisam ser lembradas.

Imagina que você trabalha num hospital e dá um treinamento sobre como evitar erros na medicação dos pacientes. Existem parâmetros a seguir. As pessoas vão lembrar de todos? É muito difícil — você pode ter o melhor treinamento do mundo, mas o número em si não gruda.

Então você cria um cartão que fica com a pessoa ou perto do processo. Ela pega, confere, “verdade, são esses números aqui”. Repara na divisão de trabalho: o número ela não precisa decorar, ela precisa entender o princípio. O cartão guarda o número; o treinamento ensina o princípio.

4. Infográfico

Funciona para conceitos que precisam de representação visual.

Imagina uma empresa de design com um designer júnior criando logotipos. O que aquelas cores representam? A gente não pode criar só uma cor bonita — ela tem que representar a história, a ideia da empresa. Então você monta um infográfico do que cada cor comunica, com exemplos de marcas reais: excitação, paixão, ação, algo amigável.

Uma aula de psicologia da cor é enorme, dá para ficar horas nisso. O infográfico faz o contrário: resume o conceito que a pessoa vai efetivamente aplicar, numa folha de papel que ela consegue replicar.

5. Diário de bordo

Serve para mostrar o desenvolvimento de novas habilidades e tornar visível a evolução de projetos longos. É a ferramenta que trabalha engajamento, e ela merece a seção inteira que vem depois desta lista.

6. Guia de decisão

Interessante para etapas que exigem escolha entre caminhos diferentes.

Pensa num processo de avaliação de artigos: o conteúdo pode ser aceito, rejeitado ou precisar de ajuste. Uma pessoa nova entra, foi treinada, mas são muitas informações. Ela não vai lembrar de cabeça, e existe uma chance real de errar e ter que refazer.

“Ah, mas eu tenho treinamento gravado para ela assistir.” São duas horas de gravação, ou uma apostila enorme. Onde é que ela vai achar aquela informação específica?

Se é algo que ela faz muitas vezes por dia, você dá o guia de decisão: um cartão, virtual, acessível. Ela confere rápido, o trabalho ganha agilidade, e o processo do treinamento é reforçado a cada consulta. Com o tempo ela lembra sozinha, aquilo se torna automático, e o guia deixa de ser necessário.

7. Pílula de conhecimento

É uma informação fácil de consumir, feita para resolver problemas pontuais — um trecho de manual ou, melhor ainda, um vídeo curto.

Imagina um processo de automação em que alguém precisa configurar uma máquina. Nem sempre a pessoa lembra como; é nova, foi treinada, mas não guardou. O que a gente faz? Cola um adesivo com QR code na própria máquina. Ela lê o código, cai num tutorial de três minutos, configura e evita o erro.

“Mas não podia ser um manual escrito?” Pode. Só que o vídeo você grava com a própria máquina, e a pessoa vê exatamente o que você está fazendo.

A diferença entre a pílula e o vídeo de formação inicial é o tamanho do problema. Um treinamento de duas, três horas serve para formar; não serve para tirar uma dúvida específica no meio da tarde. A pílula existe para as dúvidas recorrentes que você já consegue mapear de antemão. Sou nutricionista e meu cliente tem dúvida sobre a dieta? Gravo um vídeo curto explicando. Ele nem precisa me mandar mensagem: dois minutos, assistiu, lembrou o que precisa fazer, pronto.

O princípio por trás disso vale para as sete: a dúvida não pode virar bloqueio. Se vira bloqueio, a pessoa é capaz de errar ou de simplesmente desengajar da tarefa.


Diário de bordo: tornar visível a evolução que o cliente não enxerga

Imagina que eu tenho uma consultoria de corrida. Eu quero que essas pessoas continuem motivadas e tenham evolução — porque a evolução também depende do engajamento que você tem na tarefa.

Então eu crio uma ferramenta, que pode ser papel, Excel ou aplicativo, onde a pessoa registra as informações importantes. É o que um relógio inteligente já faz em parte: data, duração, distância.

Só que o relógio só mostra se você correu mais rápido ou mais devagar. Ele não mede nível de energia. Aí, num dia ruim, a pessoa fala “fui muito mal dessa vez” — mas o aparelho não pesa se ela estava se sentindo bem, se a semana tinha batido mais nela, como estava o tempo naquele dia.

Por isso, na sua metodologia de corrida, você inclui uma avaliação de energia e humor. Porque isso mostra que, mesmo correndo mais devagar, houve um motivo: “puxa, eu estava mais cansado”. Isso traz alívio para a pessoa como atleta amador — e esse alívio faz ela entender melhor o processo e continuar engajada, em vez de se frustrar e parar.

O que o aparelho medeO que o diário de bordo capta
Velocidade, distância, duraçãoEnergia, humor, contexto da semana
O dado brutoA leitura do dado
“Foi mais lento”“Foi mais lento porque a semana bateu”
Pode frustrarTraz alívio e sustenta o engajamento

É aqui que o diário encontra aquele problema do personal trainer lá de cima: quando o resultado grande demora, é ele que mostra o resultado micro — a melhora de tempo, o aumento de carga — e segura a pessoa até o grande chegar.

E serve muito além de esporte: quanto alguém está vendendo mais depois de um treinamento de vendas, o tempo médio das ligações, a perda de peso, a evolução de um serviço. Eu como arquiteto vou mostrando como a casa evolui. É uma ferramenta de pós-treinamento, porque é ela que prova que o que você ensinou virou resultado.


Temporária ou permanente: o princípio importa mais que a ferramenta

Repara que eu falei “pode ser papel, Excel ou aplicativo” — e disse o mesmo do cartão de referência, que pode ser um app, uma cartolina ou algo escrito à mão.

Isso não é descuido. A ferramenta que a gente usa para replicar depende do orçamento e do nível de complexidade. O que não pode mudar é o princípio: ele tem que funcionar desde uma cartolina até um aplicativo. Se só funciona com o app caro, o problema não estava resolvido — estava disfarçado.

A segunda distinção é o tempo de vida. A grande maioria dessas ferramentas você quer usar de forma temporária. O guia de decisão é meio caminho: existe para reforçar o processo, evitar erros e economizar tempo de revisão — e o uso vai diminuindo, porque aquilo se torna tão automático que a pessoa não precisa mais revisar.

Já o diário de bordo é permanente por natureza, porque o objetivo dele é manter o engajamento — e engajamento não tem data de formatura.

Ferramenta temporáriaFerramenta permanente
Guia de decisão, checklist, cartão de referênciaDiário de bordo
Objetivo: reforçar até virar automáticoObjetivo: sustentar o engajamento sempre
Sucesso = a pessoa parar de precisar delaSucesso = a pessoa continuar usando

O que garante um cliente satisfeito, no fim das contas

Junta tudo e sobram três movimentos: reduzir a curva de aprendizado, para o cliente não depender da memória dele nem da sua presença; reforçar o processo até virar automático; e manter o engajamento, porque resultado exige que a pessoa continue fazendo depois que a novidade passa.

Nenhum dos três se resolve com mais conteúdo. Todos se resolvem com a ferramenta certa para o problema certo — e é por isso que o diagnóstico vem antes da escolha.

Então faz o seguinte agora: abre o seu método de trabalho e vai etapa por etapa perguntando quais ferramentas cabem ali. De que forma eu facilito a aplicação daquilo que eu ensino? O que eu coloco na mão do cliente para manter ele motivado e enxergando o progresso que tem comigo?

Um cliente satisfeito é a consequência natural de responder essas perguntas com honestidade.


Próximo passo

Ferramenta sem método vira enfeite. É o método que diz qual é a etapa, o que precisa acontecer nela e, portanto, qual ferramenta faz sentido ali dentro — se você ainda vai desenhar o seu, veja como estruturar as etapas de um método próprio.

Mas tem uma pergunta que vem antes até do método: por que ser bom no que você faz não basta para o cliente escolher você? Este artigo é uma peça do guia profissional commodity: por que seu conhecimento não basta — é lá que essa conta fecha.

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Perguntas frequentes

O que é um cliente satisfeito de verdade?

É o cliente que conseguiu replicar o seu processo sozinho e ver resultado, não o que gostou da sua explicação. A diferença aparece duas semanas depois da consultoria: a pessoa entendeu tudo na hora, mas não lembra metade do processo e o resultado prometido não apareceu. Satisfação real é consequência de aplicação, e aplicação depende do que fica na mão dela depois que você sai.

Por que o cliente esquece o que eu ensinei na consultoria?

Não é falta de vontade nem de inteligência: é como o cérebro funciona. Ele tem capacidade limitada de armazenamento, e quando a informação não está dentro de uma estrutura de história, de narrativa, ela vira dado solto — e dado solto a gente esquece. O treinamento dá o direcionamento; quem sustenta o processo depois é a ferramenta.

Como escolher a ferramenta certa para o meu cliente?

Nomeando o problema antes. Liste todos os problemas que existem no seu serviço, agrupe os que conversam entre si e só então ataque cada grupo com a ferramenta adequada. Aplicar ferramenta sem diagnóstico só embeleza o processo com ponto, ranking e troféu — fica diferente, mas o resultado continua o mesmo.

Quais ferramentas fazem o cliente replicar o meu processo?

São sete: modelo preenchível, checklist, cartão de referência rápida, infográfico, diário de bordo, guia de decisão e pílula de conhecimento. Cada uma resolve um tipo diferente de dificuldade — o checklist serve para processos lineares tipo receita de bolo, o cartão para parâmetros que ninguém decora, o infográfico para conceitos que precisam de imagem. O que une as sete é impedir que uma dúvida vire bloqueio.

Para que serve um diário de bordo numa consultoria?

Para tornar visível a evolução que o cliente não enxerga sozinho, porque a evolução também depende do engajamento que ele tem na tarefa. Um relógio de corrida mostra se você correu mais rápido ou mais devagar, mas não mede nível de energia nem sabe que a semana bateu mais em você. Registrar energia, humor e contexto traz alívio, e o alívio faz a pessoa continuar engajada em vez de se frustrar e parar.

Preciso de aplicativo ou dá para começar no papel?

A ferramenta que você usa para replicar depende do orçamento e do nível de complexidade do processo, mas o princípio precisa funcionar desde uma cartolina até um aplicativo. Um diário de bordo pode ser papel, Excel ou app; um cartão de referência pode ser escrito à mão. Se o processo só funciona com o software caro, o problema não foi resolvido — foi disfarçado.

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Ana Flávia, CEO & Estrategista de Marketing Digital & Storytelling

Ana Flávia · Fantástica Fábrica Criativa

CEO & Estrategista de Marketing Digital & Storytelling

Ana Flávia é CEO e estrategista de comunicação e storytelling da Fantástica Fábrica Criativa. Lidera a estratégia de conteúdo, copy e comunicação digital para negócios — unindo storytelling e marketing para transformar especialistas em referências no digital.

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